terça-feira, 31 de janeiro de 2012

GRAACC

terça-feira, 31 de janeiro de 2012


O GRAACC


[Rua Botucatu, 743 - Vila Clementino - SP - CEP 04023-062 - Telefone: (11) 5080-8400]

O GRAACC - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer - é uma instituição sem fins lucrativos, criada para garantir a crianças e adolescentes com câncer o direito de alcançar todas as chances de cura com qualidade de vida, dentro do mais avançado padrão científico. O hospital do GRAACC realiza mensalmente cerca de 2.500 atendimentos, entre sessões de quimioterapia, consultas, procedimentos ambulatoriais, cirurgias, transplantes de medula óssea e outros. Além de diagnosticar e tratar o câncer infantil, o GRAACC atua no desenvolvimento do ensino e pesquisa.


O GRAACC nasceu em 1991, graças à iniciativa do Dr. Sérgio Petrilli, chefe do setor de Oncologia do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina, o engenheiro voluntário Jacinto Antonio Guidolin e Sra. Léa Della Casa Mingione, voluntária do Hospital do Câncer.


O primeiro passo foi transferir o Setor de Oncologia Pediátrica do Hospital São Paulo para uma casa, que ficou conhecida como a "casinha". Os pequenos pacientes eram atendidos nesse local, dentro do conceito de hospital-dia, onde recebiam atendimento médico e assistencial e voltavam para as suas casas. 




Fundamentado na parceria universidade/empresa/comunidade, o GRAACC despertou em empresas e instituições de larga visão social a confiança e o interesse em participar da construção do Instituto de Oncologia Pediátrica - IOP/GRAACC/UNIFESP, o hospital do GRAACC.




Em maio de 1998, esse sonho se torna realidade. É construído um moderno hospital de nove andares e dois subsolos, em 4.200 m², especializado no atendimento de crianças e adolescentes com câncer.


[arte realizada pelas crianças]


O hospital é gerenciado e administrado pelo GRAACC e a assistência médica, o ensino e a pesquisa são conduzidos em convênio com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). 


Anualmente, o GRAACC é auditado pela PricewaterhouseCoopers. 


Desde 2008, o voluntariado do GRAACC é certificado com o ISO 9001.


[Dia das crianças/2011. Ator Reinaldo Gianecchini e Semax]



...toda vez que caminho ali em frente, fico triste e feliz ao mesmo tempo, e peço à Deus na sua infinita bondade, que ampare o coração dos pais e acompanhantes destas crianças e dê à elas muita força e alegria para que superem este momento difícil.

[Gislene]

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

REALIDADE

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


Somos feitos de sonhos, a realidade é só um susto. 

[Renata Fagundes]

domingo, 29 de janeiro de 2012

DO OTIMISMO

domingo, 29 de janeiro de 2012

Não aprofundes o teu tédio.
Não te entregues à mágoa vã.
O próprio tempo é o bom remédio:
bebe a delícia da manhã.


[Manuel Bandeira]

sábado, 28 de janeiro de 2012

CORAGEM SEMPRE

sábado, 28 de janeiro de 2012

Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê a sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano. Mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar.


[Osho]


Fazer quando não temos nada a perder é oportunismo. 
Fazer quando temos tudo a perder é coragem.


[Fabrício Carpinejar]



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

DA VIDA

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012



"É melhor que não digas nada: sê!"


[Fernando Pessoa]

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

INTRANSFERÍVEL

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.


Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.


Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.


Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.


Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.


Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.


[Martha Medeiros]




...a "história de vida" de cada um. Intransferível e invisível à olho nu.


[Gislene]

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

UM LUGAR QUE VOU VISITAR

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Intervenção do mundo dos mortos
O Lar Frei Luiz, no Rio de Janeiro, já curou pessoas como Milton Nascimento e Elba Ramalho.


[Médico alemão Frederick Von Stein materializado]

  A sala escura é iluminada apenas por lâmpadas azuis. Dentro dela há uma cabine, onde um corpo começa a se materializar a partir de uma fumaça. Para quem já tocou, sua consistência se parece com a do algodão. Já surgiram dali entidades como Mahatma Gandhi e São Francisco de Assis, mas o espírito mais assíduo é o do médico alemão Frederick von Stein, nazista que volta para limpar seu karma.


 A materialização é uma das características que diferencia o Lar de Frei Luiz dos outros centros espíritas. Uma das principais entidades que ilumina o Lar - um dos maiores do País, localizado em Jacarepaguá, no Rio, é justamente a do Doutor Frederick. Ele já protagonizou a cura de artistas como Milton Nascimento e Elba Ramalho, operada há alguns meses pelo espírito. Depois da cirurgia, a cantora garante que as pontadas que sentia no fígado desapareceram. "Ele abriu minha barriga inteira com o dedo. Jorrava sangue e não senti dor", relata, aliviada, sem saber explicar direito o que aconteceu.


Milton teve recuperação rápida


 Com Milton, os resultados foram definitivos. Quando a diabetes o deixou magérrimo, em fins de 1996, as más línguas espalharam que era Aids. Ele recorreu ao Frei Luiz por intermédio de uma amiga, Beth Dourado."Minha recuperação foi tão rápida que meus médicos ficaram espantados", relatou. A lembrança mais intensa foi a da materialização. "Foi muito forte e bonita. Só pode mesmo ser coisa de Deus", atribui o cantor. As definições existem, mas é claro que, para acreditar, só vendo ou tendo muita fé. Curiosamente, o centro não é comandado por nenhum artista ou pessoa que tem no misticismo sua atividade principal, mas por um médico, que pela ordem natural das coisas deveria ser refém do materialismo e avesso a soluções do além. A preocupação inicial do presidente do Lar, o cirurgião geral mineiro Ronaldo Gazolla, 65 anos, em seu terceiro mandato como secretário municipal de Saúde do Rio, é desmistificar: "A materialização é uma prova às pessoas de que existe algo além da vida comum, e não uma exibição de circo de cavalinhos", afirma.


 As cirurgias ocorrem no escuro supostamente para evitar a queima do ectoplasma, matéria-prima das materializações e operações espirituais. Trata-se de uma substância que vem do citoplasma celular, parte da célula de qualquer ser humano. Sai pelo poros e cavidades do corpo e também da natureza. Sua condensação é que vai dar a forma humana ao espírito. "Hoje a ciência não explica, mas no futuro explicará", profetiza Gazolla. De alguma forma, mesmo os médicos céticos podem explicar os resultados das intervenções do mundo dos mortos. A diferença entre um doente esperançoso e o que já se entregou é total, segundo Luiz Maltoni, 41 anos, cirurgião de abdômen e diretor do Hospital de Oncologia do INCA (Instituto Nacional do Câncer). "Aquele que sente coragem de enfrentar a doença, por qualquer motivo, acelera a produção de hormônios que atuam no sistema imunológico e responde melhor a qualquer agressão", afirma. O presidente do INCA, Jacob Kligerman, 59, concorda com a tese, mas adverte: "Está comprovado que a fé melhora, mas não cura."


 Embora o objetivo original do Lar de Frei Luiz tenha sido o de assistir a 200 crianças e 50 velhinhos, a fama vem mesmo das operações espirituais. Muitas estão relatadas no livro Médicos do Espaço - Luiz da Rocha Lima e o Lar de Frei Luiz (Editora Mauad), que acaba de ser lançado pelo jornalista carioca Roni Lima, 42. Ex-cético de carteirinha, Roni começou a freqüentar o Frei Luiz em 1994. O livro é uma radiografia da instituição. Depois do mergulho espiritual, sua cabeça mudou. "Recebi provas de que existe vida após a morte", festeja. O jornalista também passou a engrossar o quadro de 800 médiuns do Frei Luiz.


 O Lar de Frei Luiz tem 12 salas para tratamentos e duas para cirurgias onde atuam 1.800 médiuns — somados a 200 pessoas que trabalham no bazar, livraria e creche, são 2 mil voluntários. Casos graves, como câncer, são encaminhados à sala 1. Lá, o médium Gilberto Arruda atende pacientes pelas mãos do espírito do médico alemão Frederich Von Stein. O médium incorporado toca a área afetada do corpo do paciente. Há relatos de que, às vezes, ocorre sangramento e o tumor é expelido.


 A designer Elizabeth Figueiredo Araújo, 49, conviveu com a cegueira em uma vista desde os 15 anos. Em 2010, perdeu a segunda. "O médico disse que só voltaria a enxergar com transplante de córnea", conta. Contrariando a ciência, Beth recuperou a visão no Natal, após cirurgia com Dr. Frederick. "Eu era descrente. Fui trazida por um amigo. Pensei: mal não vai fazer. "Paguei para ver" e acabei vendo", emociona-se. Hoje ela é voluntária no brechó de móveis doados ao Lar.


Depois de quase morrer durante cirurgia, Reginaldo     Faria vira devoto


 Artistas que viram a morte de perto se agarraram à fé para se manterem vivos. Católico, o ator Reginaldo Faria sofreu, há alguns anos, uma parada cardíaca após uma cirurgia para desobstruir uma das veias do coração. "Fui fazer um cateterismo e houve um erro médico: romperam minha coronária. Apaguei e entrei em coma. Fui parar no CTI e fiquei respirando com a ajuda de aparelhos", recorda ele. O médico usou medicamentos e nada surtia efeito. "Neste momento, ele chamou o Regis e o Marcelo, meus dois filhos, e disse para colocarem a imagem de São Jorge na minha traqueia. O sangue passou e eu sobrevivi. Os médicos achavam que, se escapasse da morte, teria sequelas gravíssimas", lembra o ator, que depois do episódio se tornou devoto fervoroso de São Jorge. "Aprendi a orar. É muito bom, seja em que situação for."


Prece de encerramento


 O centro é aberto à visitação todas as quartas-feiras e em domingos alternados. Quem chega ao local pensando encontrar um gueto de místicos, a surpresa é enorme. Nos últimos dez anos, o número de visitas cresceu de 800 para três mil pessoas por dia. É quase uma cidade. Todos passam por uma triagem, às terças e sextas-feiras. Por menos que os visitantes recebam alguma deferência, o maestro Tom Jobim se emocionou quando ouviu tocar Sabiá, de sua autoria, na sala onde se submeteu à sua primeira operação espiritual. No fim do tratamento, os médiuns disseram que ele estava curado. Só que o autor de Garota de Ipanema marcara uma cirurgia para extirpar um tumor de bexiga em Nova York. Na véspera de viajar, ficou até de madrugada conversando com Gazolla. "Se fosse você, se operaria?", perguntou. "Não", respondeu o médico, mas Tom e a mulher, Ana Jobim, decidiram seguir para os Estados Unidos. "Estávamos com a medicina convencional; achamos que mal não ia fazer", diz Ana. O resto da história todo mundo conhece: o coração do maestro não resistiu à cirurgia e sua vida acabou em 8 de dezembro de 1994, aos 67 anos.


 No Frei Luiz os pacientes de casos graves como Tom ou quem vem de outros estados podem passar a fila, dependendo da intuição do médium. O interessado não desembolsa um tostão. A não ser que compre algo na cantina ou na livraria, recursos que engrossam o orçamento mensal de R$ 120 mil, obtido sobretudo de doações voluntárias. São oito salas de cura, uma para operações espirituais e as demais de passes e para afastar energias negativas. Um alto falante alterna música clássica com mensagens espirituais, em ambiente arborizado de 92 mil metros quadrados, com várias unidades isoladas. O uso de roupas brancas dá ao lugar uma aparência celestial.


 O mais estranho é que alguém que foi um materialista convicto até os 32 anos, como Gazolla, tenha se convencido ao ponto de recomendar a Tom que não se operasse. A vida de Gazzola mudou quando foi a uma seção espírita e ouviu do médium detalhes de sua vida íntima. "Foi uma prova", acredita. Daí em diante, não parou de estudar a doutrina espírita. Gazolla, que é médium intuitivo, sucedeu o médico Luiz Augusto Queiroz, que assumiu o lugar do fundador do Lar de Frei Luiz, o químico Luiz Rocha Lima (1901-1995). O embrião do centro espírita surgiu na casa de Rocha Lima, em 1947, quando ele recebeu uma mensagem de Frei Luiz. O frei alemão nasceu na antiga Prússia em 1872 e morreu em 1937 em Petrópolis, região serrana do Estado do Rio, onde era radicado. A missão de Rocha Lima foi ajudar crianças carentes.


[Frei Luiz e a mini-cidade do amor]

Vereza é diretor do centro


 Foi essa assistência que atraiu o ator Carlos Vereza ao quadro de voluntários do Frei Luiz. Vereza chegou ao centro espírita em 1990, tão deprimido que usava muletas. Tudo começou quando gravava a minissérie Delegacia de Mulheres, na Globo, e seu ouvido e labirinto foram traumatizados por um tiro mal simulado. Sem conseguir mais trabalhar, o ator percorreu inúmeras clínicas especializadas. Quando chegou ao centro espírita, se submeteu a um tratamento intensivo. Hoje, totalmente curado, é diretor de eventos do centro. Vereza observa que ainda há quem confunda espiritismo com macumba. "Só que a doutrina se baseia em filosofia, ciência e religião", compara.


 Essa mistura de ciência e filosofia será a linha de funcionamento do futuro Hospital Holístico, que deve ser inaugurado em dois anos. A idéia é criar um hospital gratuito de medicina tradicional, com 60 leitos, onde o atendimento vai se mesclar à medicina espiritual. Durante uma operação, os médiuns estarão a postos para ajudar no sucesso da intervenção física. A quem se perguntar por que uns saem curados e outros não, Gazolla esclarece: "Só depende do merecimento e do karma de cada um. O espírito apenas ajuda a pessoa a encontrar o Cristo interno que existe em cada um de nós."


[fonte: Revista ISTO ÉJornal Integração Brasil]

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A FELICIDADE É ESPIRITUAL

terça-feira, 24 de janeiro de 2012


Não pense em felicidade material.


Você é um ser espiritual.
Como então ter felicidade material?


A "felicidade" do dinheiro, do luxo, é ilusória.
Ela se esvai, deixando tédio.
A das boas obras, dos bons pensamentos, permanece para sempre.


O amor é a base dessa felicidade.
Seja alegre.
Tenha pensamentos positivos.
Busque um ideal.
Dê boas sugestões aos outros.
A sua felicidade cresce a cada dia.


É sabedoria usar das possibilidades materiais para alcançar a felicidade espiritual.


http://www.pensamentoslucena.com

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

DOS ERROS

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Temer erros é temer a vida.


[Osho]



Reaprendi a construir caminhos sem me preocupar com a chegada, apenas com cada passo da caminhada. 


[Renata Fagundes]


domingo, 22 de janeiro de 2012

DO AMOR

domingo, 22 de janeiro de 2012
[arquivo pessoal]


"A experiência amorosa exige sacrifício. Não se ama para ser recompensado. O amor é sua própria recompensa. (...) É a experiência humana mais exigente; não é contrato, troca de favores, investimento, é entrega e compromisso. Do "sacrifício" de amar nasce a mais perfeita alegria. Ninguém faz cara feia quando se sacrifica por amor. Não se trata de anulação, subserviência de quem ama, trata-se da morte do ego, tarefa a ser feita até o último suspiro."


[Adélia Prado]


sábado, 21 de janeiro de 2012

DE DENTRO, PRA FORA

sábado, 21 de janeiro de 2012


Sou pessoa de dentro pra fora.
Minha beleza está na minha essência e no meu caráter.
Acredito em sonhos, não em utopia.
Mas quando sonho, sonho alto.
Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje... Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.


[Tati Bernardi]

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

DA VIDA

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
[arquivo pessoal.
Este é um pequeno jardim de rua, fica em Abadiânia, Goiás/Brasil.
E a borboleta ali pousou.]



Viver é a arte de persistir com delicadeza.

[Fabrício Carpinejar]

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A VERDADEIRA IMAGEM DO SER HUMANO

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
No Budismo, podemos encontrar as Sutras. São parábolas que retratam a vida cotidiana, a busca do entendimento e aceitação para o sofrimento, o aperfeiçoamento moral e a tão almejada felicidade.


[arquivo pessoal]

Certa vez, Buda contou a parábola do homem viajante: 


Um homem viajando em um campo encontrou um tigre. Ele correu, com o tigre em seu encalço. Diante de uma encruzilhada tomou a direção do caminho que ditou seu coração. Aproximando-se de um precipício, tomou as raízes expostas de uma vinha selvagem em suas mãos e pendurou-se precipitadamente abaixo, na beira do abismo. O tigre o farejava acima. Tremendo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, dragões a esperá-lo. Apenas a vinha o sustinha. Mas ao olhar para a planta, viu dois ratos, um negro e outro branco, roendo aos poucos sua raiz. Neste momento seus olhos perceberam uma bela colméia vicejando perto. Segurando a vinha com uma mão, ele pegou o mel que escorria dos favos com a outra e o comeu. "Que delícia!", ele disse.



Problemas - temos de enfrentá-los a todo momento, aqui simbolizados pelo tigre e dragões. Porém sempre há uma saída: a vinha. No entanto, os problemas voltam não importando o dia e a noite simbolizados pelo rato branco e negro. E apesar de tanto sofrer, vem a alegria simbolizada pelo mel.
E assim é a nossa vida. Feita de escolhas, encontros e desencontros. Alegrias e tristezas vamos vivenciar. O mais importante é tentar entender o "porque" de tudo o que nos acontece, para podermos alcançar a paz e a felicidade no futuro.
Minha irmã me contou esta história numa conversa e achei tão bonita que decidi compartilhar com vocês.


[Gislene]

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

DOS VALORES

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

As pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio do oceano, o movimento circular das estrelas, e no entanto elas passam por si mesmas sem se admirarem. 


[Santo Agostinho]


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A ALEGRIA NA TRISTEZA

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
 O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
 Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
 Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
 Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
 Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
 Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada. 


[Martha Medeiros]




A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. 


[Paulo Freire]


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

MÉDIUM JOÃO DE DEUS NA REVISTA ISTO É

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A edição nº 2201 da revista ISTO É (nas bancas, 18/01/2012) traz como matéria de capa "As cirurgias espirituais de João de Deus".
A reportagem é de Adriana Nicacio, de Abadiânia, e João Loes (com colaboração de Juliana Dal Piva) e as fotos de Adriano Machado, e está disponível no site da revista ISTO É.
Confira abaixo alguns trechos da matéria, que conta com diversas entrevistas, explica detalhadamente o funcionamento da Casa e ainda traz a história do médium:
"Há 54 anos, João Teixeira de Faria, 69 anos, analfabeto funcional que nasceu em Cachoeiro da Fumaça (GO), filho de um alfaiate e uma dona de casa, caçula de seis irmãos, é um dos mais famosos e respeitados médiuns em atividade no mundo. Cerca de nove milhões de pessoas, segundo sua própria contabilidade, já se deslocaram até o interior de Goiás para se submeter a suas cirurgias espirituais, uma prática cada vez mais difundida no Brasil. Anônimas e famosas, dos mais variados quilates. O mais recente paciente estrelado é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em tratamento de um câncer na laringe."
João de Deus é contra abandonar a medicina convencional. "De forma alguma é recomendado suspender a medicação prescrita pelos médicos", diz.
"Sou apenas um homem. E, como homem, também erro" , diz João.

[imagens ISTO É]

domingo, 15 de janeiro de 2012

QUE SEJA

domingo, 15 de janeiro de 2012

Se for para esquentar, que seja o sol;
Se for para enganar, que seja o estômago;
Se for para chorar, que seja de alegria;
Se for para mentir, que seja a idade;
Se for para roubar, que se roube um beijo;
Se for para perder, que seja o medo;
Se for para cair, que seja na gandaia;
Se existir guerra, que seja de travesseiros;
Se existir fome, que seja de amor;
Se for para ser feliz, que seja o tempo todo.


[Mário Quintana]





Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a melhor saúde mental e a felicidade. 

 [Dalai Lama]


sábado, 14 de janeiro de 2012

FÉ, FORÇA E CORAGEM

sábado, 14 de janeiro de 2012

Suporta sem desespero 
A amargura que te invade; 
Marujo só se revela 
Na hora da tempestade.


...recebi de um amigo.





A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável. 


[Mahatma Gandhi]



 O que revela a nossa força não é sermos imbatíveis, incansáveis, invulneráveis. É a coragem de avançar, ainda que com medo. É a vontade de viver, mesmo que já tenhamos morrido um pouco ou muito, aqui e ali, pelo caminho. É a intenção de não desistirmos de nós mesmos, por maior que às vezes seja a tentação. São os gestos de gentileza e ternura que somente os fortes conseguem ter. 


 [Ana Jácomo]


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

DO MEU SONHO

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O sonho encheu a noite 
Extravasou pro meu dia 
Encheu minha vida 
E é dele que eu vou viver 
Porque sonho não morre. 


[Adélia Prado]


 Adiamento não é esperança. 


[Fabrício Carpinejar]




Se quer realizar seus sonhos, tenha coragem. Coragem vem da paixão, não da lógica.


[Paulo Coelho]


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

DA VIDA

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Diagnóstico não é destino.


[Mário Corso]


...tudo pode mudar, sempre.

Gislene]

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

DA PROFISSÃO

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

"(...) quando alguma coisa me desagrada, procuro avaliar que importância ela tem no universo. Descobri que é possível ser feliz até quando estou triste."


[Drauzio Varella do livro: Por um Fio]

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

VIVIANE SENNA: UMA MULHER A FRENTE DE SEU TEMPO

terça-feira, 10 de janeiro de 2012


Viviane Senna: "A gente trouxe a larga escala para o 3º setor" 
Há 17 anos à frente do instituto que leva o nome do irmão, terapeuta diz que melhora na educação é pequena perto da necessidade.


 A voz pausada e tranquila, típica da terapeuta que é, contrasta com as palavras duras e urgentes que Viviane Senna usa para falar da área em que atua há 17 anos. A educação no Brasil é para ela o principal motivo de indignação desde março de 1994, quando o irmão, o piloto Ayrton Senna, a procurou dois meses antes do acidente fatal e pediu que pensasse em uma forma de ajudar o País. 
 Ela não conhecia a rotina escolar, mas partiu de um levantamento do que era mais necessário e concluiu que devia concentrar esforços na educação de jovens e crianças. “Infelizmente não deu tempo de eu responder ao Ayrton, mas a família resolveu levar a ideia adiante.” Em novembro do mesmo ano nasceu o Instituto Ayrton Senna. 
 Há 17 anos na presidência da organização, Viviane não é modesta ao enumerar as conquistas. “A gente trouxe para o terceiro setor a visão de larga escala, que não existia até então”, diz, ao mesmo tempo em que mantém a aflição de quem tem um grande problema a superar. “Ainda é um quadro muito grave.” 


História pessoal 
 Na verdade eu sou terapeuta, sou psicóloga. Trabalhei durante quase 20 anos na área. Quando o Ayrton veio conversar comigo sobre fazer alguma coisa para ajudar foi por causa disso, da minha experiência no campo de ajuda. Ele me disse para pensar e planejar alguma coisa para ser feito. Infelizmente não deu tempo, ele sofreu o acidente dois meses depois. Então, a gente como família decidiu levar adiante essa ideia e eu fui estudar o que seria mais importante e estratégico para o País. Continuei com consultório durante mais dois anos, pretendia conciliar, mas depois abri mão porque eram dois níveis de exigência muito altos. Os pacientes eu podia encaminhar, o instituto, não. 


Criação do Instituto 
 A primeira coisa foi a definição do público: criança e jovem. Por mais que todos importem e tenha muito o que fazer em qualquer faixa de idade, esta é a mais importante porque o investimento rende para toda a vida. Vai trazer frutos para o Brasil ao longo de 50, 70 anos. A segunda foi o que fazer para esta faixa etária e foi escolhido educação, de novo porque é a escolha mais estratégica frente a todas as outras. O retorno é superior ao de saúde, infraestrutura, habitação ou qualquer outra área. Por isso, mesmo tendo origem na área da saúde, o que me guiou foi o que era melhor para o País. Hoje atendemos 2 milhões de crianças por ano em parceria com o sistema público, estamos em todos os Estados e em um quinto dos municípios brasileiros. 




Maior contribuição 
 Vir de outra área é bastante benéfico porque você traz uma experiência e uma visão não viciada. A gente trouxe para o terceiro setor uma visão de larga escala que não existia. Você ia lá criava uma ONG, atendia 300, 500 crianças, coisas que são bastante pontuais e que têm muito mérito, porém do ponto de vista do desafio que o País tem, não dão conta. O problema em relação à infância e à juventude é genérico. Quem não está incluído não é meia dúzia, são os 99,9%. Não adianta vir com estratégia de varejo para enfrentar problema de atacado, não fecha a conta. Logo que começamos, a gente apoiava uma ONG aqui, outra lá e comecei a ficar muito aflita. As pessoas achavam que era um problema do governo ou de Deus e que fazer uma parte já estava bom. Era como criar um monte de ilhas no meio do mar. 
 Precisava de um alcance maior. Descobri que a melhor maneira de trabalhar em larga escala sem ser governo era usando um modelo que eu vi na psicologia. Freud e Young eram terapeutas famosos que atenderam durante suas vidas, 10, 20, 30 dúzias de pacientes, mas eles criaram um modelo, uma escola de pensamento que, esta sim, é capaz de atender milhões, no mundo inteiro. Para pegar ainda outro exemplo na área da saúde, você tem um vírus que está atacando a população, pode tratar uma pessoa ou criar uma vacina que pode distribuir em qualquer lugar do mundo. Esse tipo de estratégia era a saída. Foi assim que transformei o instituto em um laboratório ou centro gerador de conhecimento capaz de desenvolver metodologias e fórmulas que são capazes de ter altíssima eficiência em larga escala. 


Educação atualmente 
 Existe uma melhora na questão da desigualdade por conta dos quase 40 milhões de pessoas saindo da classe D e E e indo para a Classe C, mas ainda é um quadro muito grave. Porque como ele era muito, muito sério, a despeito de ter melhorado, nós ainda somos o mais desigual dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A Educação nunca foi priorizada durante os 500 anos de história, fomos um dos últimos países a abolir a escravidão e também a instalar um sistemas de educação massivos, que veio só há 20 anos. A gente começou a compreender agora que há muito a fazer pela formação das crianças. De cada 10 que saem do ensino médio, só 2 sabem português direito e 1, matemática. Falta muito.


Mulheres e instituições ligadas à educação 
 Historicamente educação é um campo que tem uma presença feminina muito grande, então certamente a educação acaba tendo a ver com a mulher porque a gente tem uma preponderância maior. Mas não acho que seja algo exclusivo ou deva ser. Acho que a mulher tem um perfil natural, pelo lado materno, de propensão a desenvolver um ser. É natural que isso acabe levando ela às profissões que envolvam este tipo de vínculo, em prol do desenvolvimento do outro, mas pode ser em educação, saúde ou outra área. Tenho três filhos, de 32, 28 e 25 anos. Eles acompanham e ajudam a fundação, mas acho que meu lado profissional foi a base que direcionou minha carreira para educação e não o fato de ser mulher.


[Fonte ig
Viviane Senna, 53 anos, Terapeuta, Presidenta do Instituto Ayrton Senna, trabalha com educação há 17 anos.
Instituto Ayrton Senna]


Assista este vídeo e veja que incrível mulher!
Instituto Ayrton Senna, 04/12/2011 Viviane Senna, fala sobre a 8ª Maratona de Revezamento Ayrton Senna Racing Day e da importância da corrida pela Educação.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

DA CORAGEM

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

‎"Tenha coragem de fazer uma revolução em sua vida e vá atrás do que dita a sua alma." 


[Roberto Shinyashiki]


foto do cantor/ator Jared Leto.




domingo, 8 de janeiro de 2012

CRIANÇA INDÍGENA DE 8 ANOS É QUEIMADA VIVA POR MADEIREIROS

domingo, 8 de janeiro de 2012
[criança awá-guajá. 
Foto Fiona Watson/Survival]


Quanta brutalidade. O homem me surpreende. Quem faz isto não é "ser humano". Não é "animal", pois os animais só caçam e matam por puro instinto de sobrevivência. Sabe o que é isto na verdade: É o Brasil da impunidade, do descaso, das leis frágeis, da indiferença, dos interesses da minoria. Precisamos nos indignar! Que país é esse?
O que estamos fazendo com nossos índios?
Triste realidade.
Leia este link.
Criança indígena de 8 anos é queimada viva por madeireiros

sábado, 7 de janeiro de 2012

SENHORITA INCONSTANTE

sábado, 7 de janeiro de 2012

Metade de mim é ninho.
A outra metade, passarinho.

[Rosa Berg]




Minha alma... o que ela é? 
Sei que tenho uma alma que dança, ri, brinca e chora. 
Sei que tenho uma alma que ama, 
Que espera com otimismo cada amanhecer e com calma cada anoitecer... 
Sei que a minha alma tem todas as cores 
E de tanto dançar e girar, minha alma fica branca. 
Sei que minha alma é criança, é menina, é mulher! 
Sei que minha alma é viajante, que vai ao encontro da lua 
E que durante a noite viaja para as estrelas do Universo. 
Sei que minha alma é leve, solta, ligeira 
E voa como um pássaro ultrapassando vales, colinas e montanhas em busca da paz! 
Sei que a minha alma tem cheiro de mato, cheiro de mar, cheiro de cachoeira... 
Sei que a minha alma é fogo, é terra, é água, é ar. 
Sei que tenho uma alma... 
Uma alma cigana.


[Maykira]





...E assim me reconheço.

[Gislene]
 
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