sábado, 8 de outubro de 2011

DA MINHA INDIGNAÇÃO

sábado, 8 de outubro de 2011


"A mulher de Edson Roberto Domingues, que ficou com 90% do corpo queimado em um acidente com um Camaro na Avenida Inajar de Souza, na Zona Norte de São Paulo, na sexta-feira (30/09/2011), comentou sobre a libertação do jovem que dirigia o veículo. “Eu achei absurdo porque a vida de uma pessoa não tem preço. Se fosse o Edson, ele estaria preso porque a gente é pobre e não tem dinheiro”, disse a dona de casa Nilza das Graças Socorro nesta terça-feira (4/10/2011).
O veículo de Edson pegou fogo após a batida. O marido dela está internado em estado gravíssimo no Hospital das Clínicas. “Enquanto ele estiver respirando, mesmo que pela máquina, eu tenho esperanças”, disse Nilza. O jovem Felipe de Lorena Infante Arenzon, de 19 anos, que dirigia o Camaro, deixou no fim da tarde desta segunda-feira (3/10/2011) o 72º DP (Vila Penteado), em São Paulo, após três dias preso. Segundo o advogado do garoto, João César Cáceres, a família conseguiu vender um imóvel e pagar a fiança estabelecida em R$ 245 mil para liberar o rapaz.
Para a dona de casa, ele deveria , pelo menos, prestar serviços no setor de queimados em algum hospital. “É ele passar e olhar, ver o estrago que fez”, desabafou.
Colisão.
O acidente aconteceu na altura do número 2.500 da Avenida Inajar de Souza, no sentido Freguesia do Ó. De acordo com informações da polícia, o jovem disse que voltava de uma festa em uma casa noturna na Zona Oeste da cidade quando o correu o acidente.
Dentro do carro foi encontrada uma lata de cerveja. Testemunhas disseram que ele havia batido em outro veículo antes de causar o maior acidente. Segundo a polícia, ele bateu em outro carro na região da Pompeia e atropelou duas mulheres na Ponte da Freguesia do Ó. Segundo a PM, elas foram socorridas por pessoas que passavam pelo local. No total, o Camaro bateu em seis carros."


[Fonte: G1/São Paulo, nota que a vítima queimada veio a óbito em 05/10/2011]


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Por quantas vezes assistiremos notícias iguais a esta?
Por que as leis deste país não mudam?
Por que tão poucos são beneficiados por terem dinheiro?
Por que os pais ao darem um carro aos filhos, não dizem que o mesmo deve ser dirigido com responsabilidade pelas ruas?
Por que será que é tão difícil entender que álcool e direção não combinam?
Falo da minha indignação em ser uma cidadã brasileira e assistir a tão terrível descaso com a vida.
E daqui a alguns dias, tudo cair no esquecimento novamente.
Nós não podemos fechar os olhos e achar que tantas, tantas histórias não nos afetam!
Este não é o Brasil que eu sonho pra você, pra mim.
E pensando em uma música seria "Perfeição" da Legião Urbana. E até quando esta letra será uma verdade? Assista abaixo.
Divulgue também.

[Gislene]

9 bilhetes:

J.Frederico Schmidt disse...

Não existe outra palavra para definir isto.
I N D I G N A Ç Â O
Linda canção da Legião Urbana.

Anne Lieri disse...

Gislene,seu desabafo é bem vindo pois em nosso país realmente as leis são só para os pobres!Essa musica da Legião Urbana tem mesmo tudo a ver!Excelente reflexão!Bjs,

ONG ALERTA disse...

Tem muitas coisas que váo se adaptando em nossa vida...beijo Lisette.

Carlos Varoli disse...

Oi Gislene, estou contigo! Infelizmente as leis em nosso país mudam em um ritmo muito lento e não acompanha a velocidade dos costumes.
Os pais e responsáveis dos adolescentes e jovens têm muito menos voz ativa que os pais de trinta anos para traz.
A impunidade e o desrespeito são lamentáveis!
Que você tenha um lindo final de semana querida.
Beijos,
Carlos espírita.

Artes da Cris disse...

Gislene somos um país extremamente imaturo no que diz respeito à cidadania...não adianta vendermos uma imagem de país em super crescimento (o que é uma meia-verdade), se nossa educação, cultura, cidadania, leis, justiça, formação, não passa de lixo.
Esse rapaz, com nome de príncipe, provavelmente deve ter sido criado como um, não foi educado, apesar de ser rico. Seus pais podem ter dado uma formação até, não sabemos, mas ele está inserido numa sociedade de covardes, corruptos, mal-educados, mimados, enfim...essa tragédia poderia ter sido evitada simplesmente se esse rapaz estivesse na faculdade ou trabalhando naquela hora e não enchendo a cara e pegando o carro. Dezenove anos e com um homicídio nas costas. Já imaginou?
Nosso país realmente não é sério! Muito triste...
Bjo

Nina Dias disse...

oi Gi, tudo bem? Conheco essa avenida porque é perto de casa! Normalmente todo fim de semana tem algum acindente, porque esses jovens vão às baladas e saem irresponsavelmente dirigindo e causando acidentes! As nossas leis, são desencontradas, pois ao mesmo tempo que prende, solta , se incrimina, também dá o direito de continuar a fazer! Quando será que os legisladores irão acordar e fazer leis que punem! Talvez quando isso ocorrer, será porque jogaram uma bomba no congresso ou entrou um desvairado na câmara dos deputados e matou todos! Só assim, quando sentirem na pele, só assim... bjs Nina

Cristina e Márcia disse...

Pois é, Gislene. Infelizmente eu já desisti desse país. A corrupção não tem fim, a política não se renova, a impunidade é visceral, e a desigualdade social parece inexistir para os que se preocupam tanto com a discriminação homossexual (é mais moderno e "politicamente correto" lutar por causas que têm maior visibilidade na mídia). Não que todos os temas não devam ser debatidos e levados a termo, mas um caso como esse q vc descreveu (entre tantos q ocorrem pelo país), deveria ser revisto e trabalhado para q a impunidade não impulsionasse ainda mais as transgressões.
Esse é o Brasil. E o nosso maior mal são os brasileiros.
(abrimos a tertúlia dominical... com ou sem bolo e chocolate? - com certeza, sem pizza no final...) bjsssss

lis disse...

Oi Gislene
É vergonhoso o descaso total com a vida!
impunidades, irresponsabilidades , leis que ninguem cumpre, enfim ,um caos .
E famílias inocentes são sacrificadas.
Tudo muito lamntável Gislene.
Que Deus nos proteja.
um grande abraço da
lis

Bloguinho da Zizi disse...

Gislene
Esse acidente aconteceu aqui bem perto de minha casa.
Indignação é pouco. O sentimento que fica é que a impunidade impera.

 
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